Todo dia a saudade vem assim, devagarinho, de repente estoura em meu peito se transbordando em lágrimas...Mais uma vez meu coração vai deixando a sua imagem se esvair, ela vai embora sem nunca deixar meu peito.
Desde a sua derradeira saída de minha vida, a dor em meu peito nunca cessou, às vezes vem calma, quase imperceptível, mas basta alguma lembrança surgir para que venha estraçalhando, mais uma vez, meus órgãos. É verdade que tudo dói, desde o dedão do pé até o último fio de cabelo. Já me acostumei a chorar no ônibus, em casa, no chuveiro, dirigindo, enfim, em qualquer lugar. A sua lembrança vem acompanhada de uma angústia plena. E confesso, me lembro de você a todo instante.
Pensei em sair da cidade, do estado, do país ou quem sabe do planeta. Não vai adiantar...Você faz parte de mim e como uma maldição me segue em todos os lugares. Pior que tudo isso, são os fantasmas que carrego: seu cheiro, sua boca, seu cabelo e seus pés. Ah! E como sinto falta dos seus pés. Plagiando o Chico, com que pés eu devo seguir...rs
Mas tragédias a parte, a sua ausência é uma tortura, ela me machuca em todos os segundo do meu dia, já me peguei discando seu telefone só para dizer que comi salada de tomate com atum, ou que assisti um filme onde usavam theremin, ou simplesmente para dizer que sinto falta do seu colo nos momentos tristes. Momentos estes, que você mesmo proporcionou. Desligo o telefone e choro, um choro contido, quase envergonhado de ainda te amar...Depois de tudo que me fez?! Sim! Porque eu não consigo explicar para o meu músculo cardíaco que você não faz mais parte da minha vida.
Olho fotos, cartas, e-mails e partituras e nada disso me explica onde foi que acabou o amor que um dia sentiu por mim.
Suplico em vão ao silêncio que a deixe e volte...E só escuto uma voz que vem do fundo das minhas lembranças: Deixe-me ser feliz!
Então, durmo e tento não pensar mais, mas a angustiada e teimosa manhã me faz lembrar você...
Olho fotos, cartas, e-mails e partituras e nada disso me explica onde foi que acabou o amor que um dia sentiu por mim.
Suplico em vão ao silêncio que a deixe e volte...E só escuto uma voz que vem do fundo das minhas lembranças: Deixe-me ser feliz!
Então, durmo e tento não pensar mais, mas a angustiada e teimosa manhã me faz lembrar você...
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