<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6201594682601435936</id><updated>2011-09-15T14:48:15.433-07:00</updated><title type='text'>Entre Contos Escuros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03928608284981649825</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_sXaI4dun4d8/S_GJHxMB2yI/AAAAAAAAAC0/tTRJpJUcgzU/S220/casamento+029.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6201594682601435936.post-170200618643656091</id><published>2011-09-15T14:46:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T14:48:15.467-07:00</updated><title type='text'>Inacabado</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(0, 0, 0); " &gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0.25em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 4px; padding-left: 0px; font-size: 18px; line-height: 1.4em; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-2955191670148835599" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial; "&gt;Ele entrou e não disse nada, apenas a fitou demoradamente. Para que aquele silêncio constrangedor fosse quebrado ela disse: __A que veio? Após uma pausa ele respondeu: __Precisava vê-la.&lt;br /&gt;__Pronto já viu, volte para sua casa agora.&lt;br /&gt;__Não posso ficar mais?&lt;br /&gt;__Não, quando quis que ficasse você foi embora. Pois então vá de novo, não quero que demores aqui.&lt;br /&gt;__Você está à espera de alguém?&lt;br /&gt;__Te interessa?Não tenho mais nada contigo.&lt;br /&gt;__Não quero te imaginar com outra pessoa.&lt;br /&gt;__Mas pode imaginar, porque existe outra pessoa. Ela me dá o devido valor, e me ama como você nunca amou.&lt;br /&gt;__Vocês já dormiram juntos?&lt;br /&gt;__Todas as noites desde que você foi embora, noites de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele andava de um lado para o outro imaginando eles se amando no sofá, no chão, em cima da poltrona que era de sua mãe. O inferno mental foi tomando conta de seu corpo. E ela?Ela somente ria, não era uma gargalhada, era um sorriso de deboche destes que ferem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Vamos! Já lhe mandei embora! Melhor ir, ele está chegando e não vai gostar nada nada de lhe ver aqui. Ele é muito ciumento e isso me deixa totalmente acesa. Na verdade não lembro de me sentir assim antes.&lt;br /&gt;__Não posso nem me sentar? Gostaria de conversar sobre algumas coisas.&lt;br /&gt;__Que coisas, nada que venha de você pode me interessar neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele rejeitado apenas se levantou e foi embora. Sem dizer nenhuma palavra, apenas olhou para trás e nem esboçou sorriso algum. Ela por sua vez ficou com a dor de deixa-lo ir mais uma vez. Pensou “eu deveria ter feito diferente? Não sou orgulhosa demais.” Entrou, requentou seu pão com ovo e comeu mais uma vez sozinha. Orgulhosa, mas sozinha. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;OBS: Ainda não acabei este conto é somente um esboço. Inspirado na música Olhos no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;s Olhos de Chico Buarque.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6201594682601435936-170200618643656091?l=entrecontosescuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/feeds/170200618643656091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2011/09/inacabado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/170200618643656091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/170200618643656091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2011/09/inacabado.html' title='Inacabado'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03928608284981649825</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_sXaI4dun4d8/S_GJHxMB2yI/AAAAAAAAAC0/tTRJpJUcgzU/S220/casamento+029.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6201594682601435936.post-5099239781031439443</id><published>2010-05-21T08:06:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T07:43:49.270-07:00</updated><title type='text'>Para nunca mais ter que morrer...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;Uma noite, estava em um bar com amigos e sem perceber havia uma figura triste e melancólica sentada a um piano. Ao olharmos e nos depararmos com aquele que estava sentado, começamos a prestar atenção na melodia que tocava, e sem que percebêssemos as lagrimas vieram aos nossos olhos. E cada vez que a nota do piano subia era como se algo nos apertasse no peito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Na hora em que aquele pianista acabou de tocar, eu nem pude pensar duas vezes me levantei e fui falar com ele, queria saber quem era o compositor daquela música. Ao perguntar ele me disse que era uma antiga musica que seu pai havia deixado inacabada. Então naquele momento perguntei se ele havia terminado a música para o pai, ele confirmou com a cabeça e me disse com os olhos mareados que seu pai havia feito esta encomenda antes de falecer. Eu quis saber a história, sabia que eu estava sendo inconveniente, mas como todo bom escritor não poderia perder uma linda historia. Ele apenas me deu seu telefone pediu que ligasse para nos encontrarmos e assim me contaria toda a história. Despediu-se e foi embora com aquele olhar triste.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A noite toda não consegui pregar os olhos, só ficava murmurando a melodia e pensava: Será que foi um amor trágico, era a única coisa que se passava em minha mente, já que sempre pensamos na dor como ausência da pessoa que se ama. Mas algo em mim dizia que aquela melodia merecia mais, era tão triste e ao mesmo tempo tão imponentemente doce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Mal chegou à manhã, telefonei para o pianista, ele me atendeu prontamente e pediu que eu fosse até seu apartamento. Anotei o endereço em um papel, tomei banho de forma rápida, engoli um pão amanhecido com manteiga, coloquei meu notebook na pasta, arrumei meus óculos e saí.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Enquanto dirigia não conseguia parar de pensar e imaginar mil histórias diferentes. Mas devo agora confessar caro leitor, que nenhuma das histórias que vieram em minha mente poderiam me tocar como aquela, do jovem pianista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Voltando ao meu relato. Cheguei no endereço descrito. Era um prédio simples destes de quatro andares, não sei se era o clima em que me encontrava naquele dia, ou se o lugar respirava tristeza. A fachada do lugar era de concreto cinza, todas as ferragens pintadas de um preto sem brilho, parecia que o lugar não tinha mais vida.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Apertei o interfone, ele abriu o portão e eu subi.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando cheguei no topo da escada ele me esperava à porta, se apresentou como Fernando, nos cumprimentamos, entrei sentei na sala e percebi que tudo ali parecia que havia sido cenário de um filme dos anos 50. Tudo exalava passado e tristeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Conversamos coisas triviais, ele me disse que morava sozinho desde que seu pai havia morrido e sua mãe teria se mudado com a irmã para a Capital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Após me contar toda a sua vida atual, entramos no assunto sobre seu pai. Contava-me que seu pai era uma figura serena, emotiva e totalmente criativa. Era um homem que todos adoravam conversar, que contava histórias de grandes compositores de uma forma tão apaixonada que faria qualquer pessoa se interessar por música, professor de música por mais de 60 anos, lecionou em grandes conservatórios. Mas sempre teve uma preocupação: Uma música inacabada. Ao me dizer aquilo veio em minha mente à melodia a qual me fez estar lá. Como se entendesse o que eu pensava naquele momento, acenou com a cabeça, sentou-se no piano e tocou-a novamente fazendo com que mais uma meus olhos chorassem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando terminou de tocar, sentou-se a minha frente e começou a me contar a história da melodia que um dia foi contada por seu pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando aquele senhor era jovem entre muitos alunos existia um garotinho de 12 anos chamado João. Era um garoto que de acordo com a história, muito inteligente e maduro para sua idade. Mas o que parecia uma alegria era na verdade uma história muito triste. João tinha uma doença degenerativa nos músculos, por isso o piano, para que seus dedos fossem trabalhados e fosse talvez os últimos a parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O jovem professor foi avisado pela mãe do garoto de seu problema, e claro que ele precisaria de alguns cuidados especiais. As aulas eram dadas na casa de João, pois era muito difícil se locomover com a cadeira de rodas. Ele tinha forças em suas pernas mas somente para andar dentro de sua casa. O Professor ia até a casa do menino duas vezes na semana, lhe dava aulas teóricas e práticas. A evolução do garoto era extraordinária, tinha realmente a sensibilidade necessária para um músico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Um dia ele disse ao professor que gostaria muito de ver um concerto, mas sua mãe tinha medo que ele pudesse se machucar. Mas do que de repente o professor se prontificou a levá-lo, disse que ninguém deveria se preocupar que cuidaria de tudo. Como era muito amigo dos organizadores do concerto, conseguiu um lugar especial para aquele seu aluno tão importante em sua vida. E pela noite foi buscá-lo com um carro emprestado, e o levou, aquele que seria a sua inspiração mais tocante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando chegaram no local, estava tudo tão perfeito para que o menino tivesse uma experiência alem de mágica, confortante. Durante todo o evento o professor chorou de emoção, como o garoto também. Seus olhos estavam vidrados em cada instrumento, ele mexia seus braços como quem sentisse a música em seus dedos. Sei que a descrição que foi dada deste episódio me levou às lágrimas diversas vezes. Via Fernando também se emocionar ao me contar cada detalhe que havia sido transmitido pelo seu pai. Percebi que sua morte ainda era muito viva em sua vida. E que toda aquela história deveria ter para ele um valor mais que inestimável.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Voltando ao relato, Fernando disse-me que aquela noite mais do que mágica havia sido envolta por um encanto para seu pai e o garoto. A partir daquela dia o garoto não era mais um aluno e seu pai o professor. Eles haviam se tornado parte um do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;O Pai de Fernando ia todos os dias na casa de João e o ensinava música, falava sobre os compositores, este professor eram os olhos de João para tudo que acontecia num mundo onde este garoto não poderia estar. E os dias se sucederam os meses, e os dois cada vez mais unidos pela música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Mas em um inverno, não se sabe se pelo frio, ou pelo destino João piorou e não conseguia mais tocar piano. O Professor preocupado ia todos os dias, visitá-lo e cada vez que voltava sua casa sentia que perdia aquela parte de seu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Em um momento de desespero ao chegar da casa do garoto compôs metade da melodia, e a deu o nome de: Para nunca mais ter que morrer. Chegou na casa do garoto pediu que a mãe o levasse perto do piano e tocou. João se emocionou e disse àquele professor que esta era a coisa mais linda que havia ouvido no mundo e que a levaria com ele para onde fosse. Mas que não havia entendido o porquê da música não ter um final. Seu professor disse que o motivo era que se terminasse a música era como admitir que João um dia poderia não estar mais ao lado dele, e isso ele não poderia admitir nunca. Naquela mesma noite João morreu.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando Fernando terminou seu relato eu e ele não conseguimos segurar as lágrimas. Pedi licença e fui ao banheiro e chorei como uma criança. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Por vários minutos, tive um choro incontido e triste. Recompus-me e ao sair do banheiro Fernando disse-me que não havia terminado a história. Sentei-me novamente, ele continuou: Quando nasci meu pai quis que eu também fosse músico, estudei nas melhores escolas da área no mundo. Após me formar, ao chegar em casa meu pai me mostrou a melodia, e me contou toda sua história, chorei como você fez aqui hoje. Ele me fez o pedido de terminá-la, foi quando percebi que se eu assim fizesse também era como se eu admitisse que um dia perderia meu pai. Quando depois de muitos anos ele já doente, me indagou por não ter feito o que ele pediu, e acabei confessando meu medo. Meu pai me disse somente uma coisa: -- A recompensa da morte e não ter que morrer de novo. Eu terei minha recompensa. Termine-a para que eu possa ser recompensado, filho. Em três dias terminei esta melodia que tanto lhe emocionou, e na noite que toquei para meu pai, ele como João foi recompensado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Quando Fernando terminou o relato, o qual foi o mais triste que já ouvi, decidi escrevê-lo para que vocês meu leitores possam saber que, uma música, um simples gesto, um poema, uma linha que seja, pode muito bem ser o presente de despedida de alguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6201594682601435936-5099239781031439443?l=entrecontosescuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/feeds/5099239781031439443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2010/05/para-nunca-mais-ter-que-morrer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/5099239781031439443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/5099239781031439443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2010/05/para-nunca-mais-ter-que-morrer.html' title='Para nunca mais ter que morrer...'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03928608284981649825</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_sXaI4dun4d8/S_GJHxMB2yI/AAAAAAAAAC0/tTRJpJUcgzU/S220/casamento+029.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6201594682601435936.post-2757454878284982115</id><published>2009-10-27T11:56:00.000-07:00</published><updated>2009-11-01T07:58:52.016-08:00</updated><title type='text'>Pela Janela</title><content type='html'>Era mais uma noite como outra qualquer, como sempre, eu olhava pela janela. Antes que pensem que sou fofoqueira já me defendo. Sou apenas curiosa. Bom, voltando a descrever o ocorrido daquela noite estranha. Lá estava na janela, devia ser umas 22:00 hs, mas parecia que já era madrugada alta.&lt;br /&gt;Todos os dias escolho um apartamento... Para... como gosto de dizer: _Conhecer meus vizinhos.&lt;br /&gt;Foi quando algo me chamou a atenção, a sala do apartamento em frente estava a meia luz, foi quando percebi duas pessoas conversando. Em um primeiro momento achei que era normal, mas depois percebi que o casal parecia nervoso. O homem apontava para a mulher como quem a acusava, ela por sua vez colocava as mãos ao rosto, como se segurasse suas próprias lágrimas. A cena a qual estava assistindo como espectadora, era angustiante, mas ao mesmo tempo prendia minha atenção como um filme de suspense. Eu tinha as mãos geladas e o coração palpitante. Enquanto ele andava de um lado para outro na sala como um lobo querendo fugir de uma jaula. Ela somente segurava o rosto com suas mão.&lt;br /&gt;Fiz um esforço muito grande para tentar escutar algo, mas os carros da rua não me deixaram. Era como assistir a um filme sem som, eu só imaginava as palavras de ofensas que eram ditas. Será que ela o havia traído, ou o havia roubado, ou até mesmo o desprezava?Todas essas hipóteses passavam pela minha cabeça. Ele se retirou da sala, a deixando somente sentada com a mão ao rosto. Assim permaneceu por alguns minutos, até que ele entrou com uma faca e sem que ela levantasse os olhos ele começou a esfaqueá-la. Eu, em um momento de susto, sabendo que tudo aquilo que meus olhos viam era demasiadamente real, gritei. Mal conseguia acreditar naquilo que eu via. A mulher tirou as mãos do rosto e tocou delicadamente seu algoz, ele após depositar toda sua raiva naqueles golpes, como por uma mágica, ao ser tocado pela suas mãos, a abraçou e chorou. Eu também chorava, não sabia se era de horror, ou de pena dela, ou até mesmo pena dele. Eu apenas chorei. E durante horas fiquei olhando aquele homem segurando a mulher já sem vida em seus braços. Algumas horas depois a policia arrombou a porta e a tirou de seus braços como quem tira de uma mãe um bebê. Dias mais tarde depois de uma conversa com o porteiro de meu prédio descobri que ela não o havia traído, nem o roubado muito menos o havia desprezado, ela simplesmente entrou no apartamento errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6201594682601435936-2757454878284982115?l=entrecontosescuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/feeds/2757454878284982115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2009/10/pela-janela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/2757454878284982115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/2757454878284982115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2009/10/pela-janela.html' title='Pela Janela'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03928608284981649825</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_sXaI4dun4d8/S_GJHxMB2yI/AAAAAAAAAC0/tTRJpJUcgzU/S220/casamento+029.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6201594682601435936.post-8088340322019220716</id><published>2009-09-30T11:28:00.001-07:00</published><updated>2009-09-30T11:28:58.843-07:00</updated><title type='text'>Bom dia</title><content type='html'>Ela disse bom dia. Era a única coisa que eu conseguia pensar após receber a ligação da mãe dela naquela manhã. Ela me deu bom dia e eu não respondi. Esta lembrança feria cada parte do meu corpo. Eu tentava pegar as chaves do carro, mas não consegui me lembrar aonde as havia deixado. E mais uma vez a lembrança: Ela fechando a porta do quarto dizendo bom dia e eu preguiçoso demais não respondi. Apenas me virei e voltei a dormir, afinal era sábado.Todos os dias ela saía antes de mim, me lembro do cheiro da sua boca dizendo: Bom Dia!Era como um despertador, a partir daquele simples "bom dia" o meu dia começava. Como também eu sabia que somente teria uma noite tranquila se eu ouvisse ao pé do ouvido: Boa noite!Naquele dia eu não ouvi "boa noite" somente o "bom dia". Eu não dormi, passei a noite toda velando seu corpo. Como aquilo poderia acontecer com a gente? Ela havia saído e meia hora depois recebo uma ligação dizendo que a pessoa que havia me dito bom dia havia ido embora pra sempre.Enquanto eu velava seu corpo me lembrei de dias em que ela me acordava sorrindo, me beijava e dizia apenas com olhar "eu te amo". Sempre achei que eu a correspondia neste amor. Mas hoje vejo que não. Ela viveu cada momento intensamente ao meu lado, sempre fazendo questão de provar como era feliz ao meu lado. E Eu? Eu não fui capaz de dizer "bom dia". Ela foi embora e eu não consegui falar tantas coisas que havia deixado para depois. Achando que não era o momento, ou então achando que ela sabia.Hoje nunca saberei se ela fazia alguma ideia do que representava em minha vida. Porque não fui capaz de dizer "bom dia".Mas como um bom companheiro saí naquele dia, tomei todas as providências para um velório discreto, fiquei ao seu lado o tempo todo. E na hora de dizer adeus. Eu disse: Bom dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6201594682601435936-8088340322019220716?l=entrecontosescuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/feeds/8088340322019220716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2009/09/bom-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/8088340322019220716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/8088340322019220716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2009/09/bom-dia.html' title='Bom dia'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03928608284981649825</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_sXaI4dun4d8/S_GJHxMB2yI/AAAAAAAAAC0/tTRJpJUcgzU/S220/casamento+029.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6201594682601435936.post-5360773795560697775</id><published>2009-09-30T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T07:47:44.789-07:00</updated><title type='text'>A Boneca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu queria saber porque me deixaram aqui no escuro, eu sempre fui bonita, engraçadinha e fazia a alegria de quem me ganhou. Eu não merecia este lugar escuro, cheio de poeira, e muito apertado.Será que não fiz a felicidade de alguém?&lt;br /&gt;Sabe, lembro-me do primeiro dia que cheguei aqui, era uma noite bonita, eu estava toda enfeitada, tinha um laço de cetim rosa na cintura, e um arranjo de flores de tecido no cabelo.&lt;br /&gt;Ai! Lembro-me como se fosse hoje...A Menina disse ao senhor que me&lt;br /&gt;entregou:-É minha filhinha papai?&lt;br /&gt;A partir daí começou a minha vida. Todos os dias a Menina me penteava, me trocava, ate papinha na boca ela servia-me (apesar de eu não gostar era divertido). Era sempre assim. Eu realmente era tratada como a filha dela. Um dia meu pano do braço se rasgou, não senti dor, mas a Menina ficou tão preocupada como uma verdadeira mãe, e pediu que a Senhora me costurasse, más com muito cuidado para não ficar nenhuma cicatriz, também para que eu não sentisse dor. Ah, lembro-me como se fosse hoje, posso sentir as mãos quentes da Senhora, o olhar aflito da Menina, como realmente uma mãe assistindo a cirurgia de um filho, me senti tão acarinhada, tão querida naquele dia. Bom, os dias foram se seguindo, e com ele os anos também.&lt;br /&gt;Um dia comecei a perceber que a Menina, já não me tratava mais como antes, havia me trocado, pelas pinturas, roupas e perfumes. Más eu ainda continuava lá, em cima da cama, e ganhava um beijo de boa noite todos os dias. Más aos poucos isso foi acabando, quando ela começou receber telefonemas de garotos, já não me beijava mais, e quando estava nervosa, por muitas vezes me atirava ao chão. Cheguei a rasgar-me e mesmo assim a Menina não se importava mais comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente chegou o dia em que me senti enterrada, morta. Um dia a Menina chegou e eu estava ao canto do quarto em uma cadeira, eu já não tinha a mesma beleza de anos atrás, estava empoeirada, desbotada e rasgada., ela disse a Senhora que me pegasse juntamente com outros brinquedos que por ali estavam e colocasse em uma caixa, que daria lugar a fotos de moços bonitos e outras bugigangas. Colocaram-me nessa caixa e mesmo que eu tentasse gritar, não conseguia, eles não me ouviriam, tamanha era a indiferença em seus corações. Hoje estou aqui no escuro de uma caixa, dentro de um porão, esperando que um dia a luz entre de novo e me aceitem, não como uma simples boneca, más sim como a filha novamente na vida de alguém.Como um dia sei que fui.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6201594682601435936-5360773795560697775?l=entrecontosescuros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/feeds/5360773795560697775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2009/09/boneca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/5360773795560697775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6201594682601435936/posts/default/5360773795560697775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entrecontosescuros.blogspot.com/2009/09/boneca.html' title='A Boneca'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03928608284981649825</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_sXaI4dun4d8/S_GJHxMB2yI/AAAAAAAAAC0/tTRJpJUcgzU/S220/casamento+029.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
